É sempre de salutar o debate público em torno da Arquitectura. A não regularização dos honorários praticados, a falta de ética por parte de alguns arquitectos com responsabilidades camarárias, a falta de credibilidade nos concursos públicos são alguns dos males que levam esta classe a estar permanentemente em crise e em velocidade de sobrevivência.
Este curto filme foi realizado para apresentação em 1956 de Portugal à Nato. Numa apresentação da importância da entrada de um Portugal Imperial para a Organização do Tratado Norte, vê-se o retrato de um país modesto, pobre de recursos mas de uma cultura ímpar e repleto de paisagens naturais de cortar a respiração pela sua beleza, numa época em que a simbiose entre natureza e ser humano era ainda perfeita. Devido à minha actividade o que me mais nostalgia é de ver como destruímos nos últimos 35 anos a paisagem Portuguesa. Não remeto essa culpa para a revolução de Abril, tendo sido de facto o grande momento de viragem na devastação do nosso património ambiental é certo, no entanto creio que seria um processo inevitável, havendo já alguns indícios desse processo ainda nos tempos de Marcelo Caetano. O que fizemos nas décadas de 80 e 90, fruto de uma ganância desenfreada, foi destruirmos quase por completo toda a paisagem natural que é, na sua essência, de enorme interesse e riqueza.
Por questões profissionais tenho feito por vezes a estrada que liga Penafiel a Entre-Os-Rios e é devastador assistir actualmente ao nosso território. A destruição é total, as construções são de um mau gosto inimaginável, as estradas mal desenhadas e ladeadas de muros sem critério, desalinhados, cafés soturnos, stand de automóveis acoplados a contentores, um sem fim de diferentes ocupações do território que demonstram o quão pobres nos tornamos culturalmente. Tornear o Douro da Foz até à Régua é constrangedor, vaguear pelo Oeste é mergulharmos numa telenovela da TVI, calcorrearmos a costa Algarvia de Portimão a Vila Real de Santo António é como procurar diamantes num leito de um rio, viver numa qualquer periferia urbana é como cumprir castigo divino. Portugal foi durante as últimas décadas destruído por indivíduos que tiveram a capacidade de decidir sem ter formação e competência par tal. Penso contudo que o processo é, em grande parte, reversível.
A par do futebol talvez seja na Arquitectura a disciplina em que melhor Portugal se equipara a outros países. Com dois prémios Pritzker e uma Arquitectura (minoritária é certo) reconhecida e respeitada internacionalmente, em Portugal genericamente o Arquitecto é desrespeitado fruto da falta de cultura de exigência existente em todos os parâmetros da nossa sociedade.
Afinal quem nunca se sentiu capaz de desenhar uma casa?! Para muitos ainda mais fácil que marcar um golo no momento do penalti!
E se alguém o convidasse a fazer o Paris-Dakar de Vespa?! Foi o que em 1980 duas de 4 Vespas que sairam de Paris, guiadas por M. Simonot and B. Tcherniawsky, conseguiram realizar. 7 países depois e 10000 Km percorridos, chegaram a Dakar naquele que é, talvez, o mais mítico meio de transporte Italiano.
Sempre que na Selecção Portuguesa de futebol há um treinador que insiste em educar jovens que ganham 100 mil Euros mês, marcando posição ao não convocar os que não merecem a sua simpatia, o resultado é sempre ruinoso. Ontem tal situação espelhou-se na Dinamarca, contra uma equipa claramente mais fraca mas mais unida e sem jogos de poder. Segue-se mais um play-off.
Neste discurso Steve Jobs, o homem forte e mentor da Apple, fala-nos de como os momentos que nos parecem difíceis se podem vir a demonstrar fundamentais para atingir o que pretendemos. Para tal deixa-nos uma mensagem de fé e perseverância.
Com a finalidade de simplificar a minha relação com a minha página pessoal actualizei-a de modo a não me cair no esquecimento. Deste modo a navegação é mais simples e será mais fácil ligar-vos à informação que vou colocando on-line. Obrigado pela visita.
Em 1981 os Heróis do Mar apresentavam-se com este tema 'Saudade'. Um tema com uma letra inspiradora, de composição simples e viciante apesar dos parcos recursos tecnológicos de um Portugal pós Abril longíncuo dos seus companheiros Europeus.
As TEDx Conference já nos vão habituando a conhecer pessoas e projectos fantásticos. Este é mais uma dessas extraordinárias apresentações, na qual Marco Tempest cria uma aplicação para iPod para nos fazer viajar pelo mundo da ilusão.