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20140228

O estado das coisas / As coisas do Estado

Ontem sala cheia em Serralves para ver e ouvir uma tríade (tal como apelidou a moderadora da conversa Maria João Seixas), extraordinária de reflexão sobre o que somos e o que seremos enquanto portugueses, nação e cultura.
Eduardo Lourenço, uma vez mais duma generosidade sem limites proferiu um discurso de esperança com enorme lucidez intelectual e mesmo espiritual. Foi com ele que se fechou a sessão proferindo a expressão da noite com a humildade de quem já viu tudo o que tinha para ver mas que, mesmo assim, não se sentiria detentor de toda a verdade: 'Eu já estou para além do fim.'
José Gil, sempre crítico mas igualmente assertivo nas suas análises bem estruturadas. A organização disse facultar os seus textos mas hoje em visita ao site de Serralves toda a informação sobre os debates já tinha sido retirada. Se entretanto encontrar algo partilho, pois vale a pena a sua leitura.
José Pacheco Pereira, um discurso mais colado à terra, lúcido, crítico do actual governo e modelo que passivamente assistimos e que nos tem mergulhado numa constante perda de qualidade de vida. Lançou ao debate a questão que o problema há muito que não é só interno.

Do público apenas a reter a questão sobre o que fazer.

Mas era uma questão sem resposta naquele momento. A noite era para ouvirmos sobre o problema  do 'hoje' e regressarmos em reflexão. Cada um sabe o que, à sua maneira, fazer.

A questão com que fico é a de que porque não fazemos?
E é precisamente por esta dúvida que vos escrevo.

Um bom fim-de-semana de Carnaval.

Jorge Garcia Pereira

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